A Igreja de Nossa Senhora da Boavista nasceu num tempo de mudança — e por isso respira mudança em cada linha de betão, em cada rasgo de luz. Desenhada por Agostinho Ricca entre 1975 e 1979, na cidade do Porto
Esta igreja tornou‑se um dos primeiros templos portugueses a assumir, sem medo, a estética e a espiritualidade que o Concílio Vaticano II pedia: uma igreja aberta, luminosa, centrada na comunidade.
Criada como paróquia experimental em 1973 e confiada aos Padres Dehonianos, que desde 1958 moldavam a vida espiritual da zona , a Boavista ergueu‑se como um gesto profético: um templo moderno para uma fé que queria falar ao mundo moderno.
Hoje, ao entrar no seu interior, percebe‑se que esta igreja não é apenas arquitetura — é um manifesto. Um lugar onde a luz desenha o presbitério, onde os vitrais de Júlio Resende contam a fé em cores vivas, e onde a comunidade encontrou um espaço que reflete a sua própria história de coragem, missão e renovação.



