NOVIDADES
No Simpósio sobre a Educação e a Escola em Portugal, realizado em Fátima, mais de 400 participantes refletiram sobre o futuro da aprendizagem num tempo marcado pela inteligência artificial, pela crise da atenção e pela necessidade de formar pessoas inteiras. Entre apelos à escuta, à esperança e à liberdade de escolha, o encontro desenhou um novo mapa educativo onde a tecnologia serve a relação, o professor permanece insubstituível e cada aluno é acompanhado na construção do sentido da vida.

O que fica do Simpósio sobre a Educação e a Escola em Portugal
- O encontro
- Fátima, Centro Pastoral de Paulo VI, 2 e 3 de outubro de 2026.
- 420 participantes: professores, educadores, investigadores e responsáveis educativos.
- Organização: Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.
- Tema: «Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização».
- Enquadramento: 40 anos da Lei de Bases do Sistema Educativo e Pacto Educativo Global.
- D. José Tolentino de Mendonça — A pessoa antes do algoritmo
- Inteligência artificial ao serviço do crescimento humano.
- Acompanhamento pessoal insubstituível.
- Tempo libertado pela tecnologia deve favorecer a escuta e a relação.
- Pensamento crítico e interioridade como prioridades educativas.
- Luís Miguel Figueiredo Rodrigues — Avaliar a aprendizagem
- Perceber se o aluno compreendeu, pensou e sabe justificar o trabalho.
- Valorizar o processo de aprendizagem.
- Formar para uma utilização autónoma e crítica da tecnologia.
- Marçal Grilo — Preparar para um futuro imprevisível
- Formação científica e humanística sólida.
- Leitura, conhecimento, sentido crítico e valores.
- Maior autonomia das escolas.
- Debate sobre o acesso ao ensino superior.
- Preocupação com a inflação das notas no secundário.
- João Couvaneiro — A pedagogia e o professor
- «Mais do que a tecnologia, importa a pedagogia».
- Formação e literacia em inteligência artificial.
- Relação pedagógica torna o professor insubstituível.
- Risco de entregar às máquinas o esforço de aprender.
- Susana Costa Ramalho — Cinco desafios
- Discernimento perante a informação.
- Construção da identidade e do sentido da vida.
- Crise da atenção.
- Fragilidade emocional.
- Diversidade social, cultural e religiosa.
- Resposta: conhecer cada aluno, cuidar dos professores e construir esperança.
- Educação cristã e trabalho em comunidade
- EMRC como espaço de interioridade, diálogo e encontro.
- Pensamento crítico, voluntariado e cuidado dos mais frágeis.
- Participação das famílias na educação.
- Oito laboratórios sobre humanização, professores, famílias, EMRC, escolas católicas, inclusão e formação.
- Conclusões — Pedro Valinho Gomes
- Criar tempo e espaço para escutar.
- Superar antagonismos e polarizações.
- Oferecer caminhos concretos de esperança.
- Acreditar no potencial de cada pessoa.
- Acompanhar perguntas que exigem tempo e maturação.
- D. António Moiteiro — Escolas e liberdade de escolha
- Complementaridade entre ensino público, particular, cooperativo e católico.
- Direito das famílias à escolha da escola.
- Discernimento conjunto sobre o futuro da educação cristã.




